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A Revolta de Espártaco


Espártaco foi um gladiador que liderou a revolta de escravos na Roma Antiga, o conflito ficou conhecido como a “Terceira Guerra Servil” ou “Guerra dos Escravos”. O exército de Espártaco reuniu 100.000 ex-escravos.

Nascido na Trácia, no nordeste da Grécia, provavelmente em 113 a.C., foi pastor e soldado romano. Após desertar, tornou-se chefe de uma quadrilha. Em 73 a.C., foi preso e vendido em Cápua, no sul da península Itálica, a uma escola de gladiadores do lanista (negociante e treinador de gladiadores) Lêntulo Baciato, ex-legionário e ex-gladiador. Segundo o historiador grego Plutarco, Espártaco revoltou-se contra a humilhação e injustiças cometidas por Lêntulo e fugiu com outros cativos.



A Guerra dos Escravos foi considerada um dos momentos de questionamento ao governo republicano de Roma entre os anos de 73 e 71 a.C. O objetivo do exército de Espártaco era acabar com a condição servil e conquistar melhores condições de vida.

A Antiga Roma era mantida, essencialmente, com o trabalho dos escravos. Porém há outra versão histórica sobre a biografia de Espártaco, antes de ser soldado romano, trabalhou como pastor. Depois de desertar, organizou grupo de ladrões para realizar assaltos em Roma.


Inicialmente, o governo do Roma tentou abafar o levante, mas ao contrário do que se esperava, os grupos de Espártaco resistiram e conseguiram vencer as frentes do exército romano.A maioria lutava munida de facas de cozinha com o apoio de indivíduos marginalizados da sociedade romana. Os grupos de Espártaco conseguiram romper os bloqueios e tomaram as armas do Exército Romano.



Com o aumento de escravos e marginalizados participantes, a revolta se dividiu em dois grupos: um que permaneceu em Cápua, e outra, liderada por Espártaco que dirigiu-se para o norte da Penísula Itálica.Uma parte do grupo foi vencida pelo exército romana, a frente de Espártaco conseguiu avançar para alcançar a cidade natal de seu líder. Porém, Espártaco decidiu retornar para o sul. Nessa altura, o governo central de Roma sentia-se ameaçado.

O governo de Roma, por meio do general Licínio Crasso, destacou dez legiões (exército de Roma), equivalente a 60.000 soldados, para combater os grupos de escravos. Espártaco planejava concentrar-se ao sul, alcançar embarcações piratas para navegar até a ilha da Sicília.


O general Crasso soube dos planos do gladiador e reorganizou as tropas romanas que conseguiram vencer diversas investidas dos escravos. Ao perder terreno, Espártaco tentou negociar a sua rendição com o general Crasso, sem sucesso, teve que lutar até a sua morte. Para evitar novas revoltas, o Exército Romano crucificou mais de 6.000 escravos na via Apia.

Fonte do Texto: InfoEscola
Edição Total: História Espetacular

A Batalha de Maratona


Em 490 a.C., Dario 1º, comandando em torno de 50 mil homens e com uma poderosa marinha de guerra, desembarcou na planície de Maratona, que fica a menos de 50 km de Atenas, a fim de reprimir os atenienses pelo auxílio dado durante a rebelião das cidades na Anatólia.

Milcíades, general ateniense, enviou o  o corredor Fidípedes para pedir ajuda aos espartanos, mas esses responderam que só poderiam enviar suas tropas dali a seis dias, pois estavam em meio a celebrações religiosas. Milcíades, que já tinha sido governante de uma cidade na Trácia e conhecia as táticas de guerra dos persas, resolveu marchar imediatamente para Maratona e enfrentar os invasores.



A batalha de Maratona ocorreu em setembro, Os atenienses e os plateenses iniciaram a ofensiva contra os persas. Numa planície apertada entre o mar e as montanhas, um contingente de no máximo 15 mil gregos avançou contra os persas, buscando a batalha corpo a corpo. Heródoto conta que os súditos persas ao verem os gregos se aproximando velozmente, sem o auxílio nem de cavalaria, nem de arqueiros, acreditaram que estavam diante de um exército irracional, e muitos fugiram do combate. 

Azul : Gregos
Vermelho: Persas

Tamanha foi a violência dos gregos que os persas tiveram que recuar para seus navios. Milcíades mandou o corredor Fidípedes a correr os 42 quilômetros (250 estádios) que separavam a Maratona de Atenas para anunciar a vitória grega. Após anunciá-la com a frase "Alegrai-vos, atenienses, nós vencemos!", caiu morto devido ao esforço.



O exército dos persas voltou para o Oriente. Por 10 anos o Império Persa se ocupou com outras questões: conquista de outros povos, submissão de rebeliões dentro do império, problemas nas sucessões dinásticas, dando tempo para que os gregos se reorganizassem para um futuro, e iminente, novo combate.

Fonte do Texto: UOL Educação
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A Guarda Pretoriana


A guarda pretoriana foi instituída por César Augusto para custódia do imperador romano , Em alguns relatos, depois da tomada de poder por Otaviano, a guarda pretoriana se tornaria a guarda pessoal do imperador. Em outros relatos, a guarda foi formada por Otaviano depois da conquista do Egito.

A Guarda era formada por legionários experientes, o termo pretoriana provém do latim “Praetoriani” e tinham como missão a proteção do “praetorium”, área central dos acampamentos da tropas da legião romana, principalmente nas instalações onde se acomodavam os oficiais.A criação da guarda inicia no século I a.C e amadurece nos primeiros anos do século I d.C. Os acampamentos vigiados pela guarda eram semelhantes a uma pequena cidade. A guarda pretoriana participou no assassinato de Calígula, sendo utilizada também para validar as leis de alguns imperadores por meio da força.


Enquanto que as legiões romanas utilizavam escudos retangulares, a pretoriana permaneceu usando escudos ovais dos tempos da república. Também se vestiam de um jeito diferente. Era considerada o conjunto de elite da frente militar romana, era responsável por proteger os imperadores romanos e sua família.

Inicialmente constou de 9 cohortes, seguidamente de 10, cada uma de 1000 homens (10 centurias de infantaria e 10 turmas de infantaria) e às ordens de um tribuno. Para esta guarda, Tibério mandou construir um aquartelamento (casta praetoria) nonordeste da cidade de Roma, através do Quirinal. A guarda pretoriana estava sob ordens de um ou vários prefeitos (praefecti praetorio) e era privilegiadarelativamente às restantes tropas, não só no que se refere ao salário, mas também ao tempo de prestação de serviço (que era mais breve).

Em determinada época, a sua existência também possuía influência política na escolha e permanência de imperadores. Quando um soldado da legião romana alcançava reconhecimento pela sua lealdade e destreza nas batalhas, era encaminhado para a Guarda Pretoriana onde o ordenado mais elevado. Antes de sua recomendação, o soldado passava por testes físicos. Em 312, Constantino dissolve a Guarda Pretoriana para sempre.

Fonte do Texto: InfoEscola , Infopédia
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Império Selêucida


O Império Selêucida é esquecido por muitos, numa época em que o Império de Alexandre cai e se divide entre seus generais, os Diadochi. O Império Selêucida foi um vasto Império e certamente o mais forte em seu apogeu, tendo uma queda lamentável que terminou por desformar o império em 60 antes de Cristo.

Formação e Apogeu

Após a morte de Alexandre, filho de Filipe da Macedônia, seu império começou a ser disputado por seus generais, os Diadochi, onde Seleucus I, fundou na região da Babilônia o Império Selêucida em 321 a.C. Suas fronteiras se estendiam por todo o Império Oriental de Alexandre, onde posteriormente, lutando ao lado de Lysimachus na batalha de Ipsus contra Antígono , foi expandida até o norte da Síria e a região oriental da Anatólia.Uma segunda capital, além da capital Seleuceia na porção Leste, foi estabelecida por Seleucus na porção Oeste do império, chamada Antióchia em homenagem à seu pai.


Apogeu do Império Selêucida

Em 281 a.C, Lysimachus é derrotado por Seleucus (sim, ex-aliados) na batalha de Corupedion, sendo esta a ultima das batalhas entre os Diadochi (generais) de Alexandre. É dito que na batalha de Corupedion, ambos os generais Seleucus e Lysimachus se encontraram e travaram uma batalha corpo á corpo, onde Seleucus venceu, assim estabelecendo seu império, em comparação com tempos modernos, na região leste da Turquia, Síria, Iran , Iraque, Líbano e Israel.
Seleucus almejava controlar as terras européias de Lysimachus (Macedônia e Trácia), mas foi assassinado por Ptolomeu Ceraunus, rei da Macedônia. Seu filho, Antíochus I Soter, falhou em prosseguir os planos de seu pai, assim criando uma época de decadência no Império Selêucida, sendo acentuada por derrotas em guerras na Síria e ameaças Galátias (Gauleses que por outros motivos foram convocados àquela região).


O Império em 240 antes de Cristo..
..e em 90 antes de cristo , perto de seu declínio

Eis que a ressurreição do império viria com Antiochus III O Grande, que mesmo após alguns reveses como a Quarta Guerra Síria, tendo a derrota na batalha de Raphia (onde cometeu o erro de se envolver num embate e perseguição de cavalaria, esquecendo do resto do exército), reestabeleceu a grandeza do império por controlar as revoltas Bactrias e Persas.Com a morte de Ptolomeu V e um futuro embate na Quinta Guerra Síria, concedeu ao império Selêucida o controle sobre o sul da Síria, ex-posses Macedônias. Mas uma ameaça estava por surgir, vinda da península Itálica.

Roma e o Declínio Selêucida


Antíochus III, confiante com sua vitória sobre os Macedônios na Quinta Guerra Síria, decidiu invadir a Grécia, encorajado por Aníbal de Cartago e aliado á algumas cidades Gregas. Mas esse foi o começo do fim pro império Selêucida, onde na batalha das Termópilas (não confundir com a batalha dos 300 de Esparta) fora derrotado e posteriormente, na batalha de Magnésia, fora humilhantemente derrotado pelos Romanos, numa batalha onde Antiochus detinha superioridade numérica tanto em infantaria, quanto em cavalaria, sendo mais uma vez envolvido por uma perseguição de cavalaria, onde quando retornara à seus postos, suas falanges já estavam perdidas. 

Antiochus foi forçado à assinar o tratado de paz , chamado Tratado de Apamia, onde deveria entregar todos os seus territórios europeus conquistados e entregar o norte da Ásia Menor à Pergamum, não mencionando a altíssima indenização que teve que pagar.


Nos anos que se seguiram, o Império Selêucida se ocupava em pagar sua dívida e seus territórios foram reduzidos á pouco mais que a região da Anatólia e algumas cidades Sírias. Eis que, enfraquecidíssimo, o Império Selêucida foi subjugado por Tigranes, rei da Armênia, porém, anos mais tarde, Lucullus de Roma derrotara Tigranes, assim retornando, por curto período , um reinado Selêucida sob Antiochus XIII, que por motivos de guerra civil e constante turbulência, foi tomado finalmente por Roma (Gnaeus Pompeu Magno) e transformado em uma província Romana.

Fonte do Texto: InfoEscola
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O Império Macedônico


Os Macedônicos

A Macedônia localizava-se na Península Balcânica, ao norte da Grécia. Região de altas montanhas e planícies férteis. Os macedônios possuíam semelhanças culturais com os antigos gregos, mas, eram vistos por estes como “bárbaros”. Sua economia era baseada na agricultura e na pecuária e o poder estava nas mãos dos proprietários de terras e escravos.

A Macedônia só passou a ter importância política no século IV a.C., quando Filipe II, subiu ao trono, aos 23 anos de idade, em 359 a.C. Filipe II, efetuou reformas, criando um governo centralizado, confiscando terras da aristocracia e distribuindo-as aos camponeses, diminuiu o poder da nobreza e reorganizou seu exército, criando a famosa falange macedônica, fortaleceu a economia, desenvolvendo o comércio e aumentando a exploração das jazidas de ouro.


Macedônia sob Felipe II

Filipe II viveu alguns anos na cidade de Tebas, na Grécia, durante o período da hegemonia tebana (371-362 a.C.), conhecia a cultura grega, sua organização política e militar, a rivalidade que havia entre as cidades gregas e o seu consequente enfraquecimento, após tantos anos de guerras internas. Seu objetivo era conquistar as cidades gregas e depois o Império Persa.


Batalha de Queronéia

Com um exército poderoso e bem treinado, partiu para a conquista da Grécia. Conquistou a Trácia, rica em minas de ouro, avançou submetendo a Calcídica e a Tessália, e as cidades-Estado da Grécia Central, que foram derrotadas na Batalha de Queronéia, na Beócia, em 338 a.C.


Liderou a formação da Liga de Corinto, que reunia todas as cidades gregas sob o seu comando.Após a conquista da Grécia, Filipe II, planejou uma guerra contra o rico e poderoso Império Persa. Mas, não conseguiu concretizar seu plano, Filipe II, foi assassinado em 336 a.C.

O Império Macedônico


Com o assassinato de Felipe II, o poder passou para seu filho Alexandre Magno, aos 20 anos de idade e que já se destacara na guerra contra os gregos. Alexandre fora educado pelo filósofo grego Aristóteles e era profundo conhecedor e admirador da cultura grega. Alexandre deu continuidade à política expansionista de Filipe II, após derrotar as cidades gregas, entre elas, Tebas e Atenas, partiu para a conquista da Ásia.

Em 334 a.C, Alexandre atravessou o Helesponto e dominou a Ásia Menor. Logo depois conquistou a Síria, a Fenícia, a Palestina, o Egito e o Império Persa.



Nesse período de expansão, casou-se com a filha do rei persa Dario III e promoveu casamentos entre os seus oficiais com jovens das populações dominadas. Construiu muitas cidades que, apesar de terem instituições parecidas com as das cidades gregas, eram bem diferentes, pois não tinham autonomia.

Em 327 a.C., invadiu a Índia. Em 10 anos, o rei Alexandre, o Grande (ou Magno), transformou o Império Macedônio em um dos maiores de toda a Antiguidade. O Império Macedônico ia da Grécia ao rio Indo. O cansaço dos soldados, o calor e as chuvas obrigaram Alexandre a voltar para o Ocidente.

Extensão Máxima do Império

Aos 33 anos de idade e 10 de campanhas militares, Alexandre, o Grande, morreu na Babilônia, em 323 a.C., vítima da malária.

A Fragmentação do Império Macedônico


Após sua morte, explodiram várias guerras entre seus principais generais, até que o Império Macedônio foi dividido em três reinos: Ptolomeu ficou com o Egito; Selêuco, com a Síria, a Mesopotâmia e a Pérsia; e Antigônida, com a Grécia e a Macedônia.

Reinos Helenísticos

Esses reinos conhecidos como reinos helenísticos, acabaram cada um deles sendo conquistados pelos romanos no decorrer dos séculos II e I a.C.

O Legado de Alexandre e a Cultura Helenística


As campanhas de Alexandre contribuíram para a fusão da cultura grega com a cultura oriental, foi surgindo aos poucos uma nova forma de civilização, chamada de helenística, com predominância do idioma grego. Os grandes centros da cultura helenística eram as cidades de Alexandria, Pérgamo e Antioquia.

O mundo helenístico caracterizou-se pela implantação de monarquias absolutas teocráticas. Para manter o poder de modo absoluto, utilizavam-se estratégias políticas, tais como promover o desenvolvimento econômico do país, incrementando a exploração de seus recursos naturais e, assim, conseguir o aumento da renda do Estado. Com isso, mantinham-se as frotas navais fortes, que garantiam o poder real.


Na economia ampliaram-se os mercados, pois as conquistas de Alexandre terminaram com as antigas fronteiras entre o Ocidente e Oriente. Muitos gregos migraram para o Oriente levando novos métodos de drenagem, técnicas de artesanato e a consolidação das trocas comerciais. 

O comércio se ampliou favorecido pelo uso do mesmo padrão monetário pela maioria das monarquias. O grego passou a ser a língua oficial da atividade comercial no Oriente. Atenas foi substituída por Alexandria como principal mercado mundial, pois sua posição geográfica favorecia o desenvolvimento do comércio em larga escala. Várias cidades da Ásia Menor tornaram-se importantes centros comerciais: Mileto, Éfeso, Pérgamo, Bizâncio, Rodes e Delos.



A arquitetura helenística caracterizou-se pela construção de templos grandiosos. Foram construídos inúmeros altares, rodeados de colunatas, e grandes palácios cercados de parques e jardins, como os de Alexandria, Antioquia, Pérgamo e Pela.

A escultura e a pintura tornaram-se mais realistas, retratando a violência, as paixões e o sofrimento humano. É bastante importante a noção de movimento que os escultores faziam questão de colocar em seus trabalhos.



Na pintura, a noção de perspectiva era cuidadosamente empregada e deu-se, pela primeira vez, séria atenção à paisagem como representação, quase perfeita, dos efeitos de luz e sombras.

As ciências tiveram grande desenvolvimento, destacando-se Ptolomeu, na Astronomia; Erastótenes, na Geografia; Arquimedes, na Física; Euclides, na Geometria; Herófilo, na Medicina, entre outros.

O Helenismo originou ainda novas correntes filosóficas, como:

Estoicismo: fundada por Zenão, defendia a felicidade como equilíbrio interior, o qual oferecia ao homem a possibilidade de aceitar, com serenidade, a dor e o prazer, a ventura e o infortúnio;

Epicurismo: fundada por Epicuro de Atenas, pregava a obtenção do prazer, base da felicidade humana, e defendia o alheamento dos aspectos negativos da vida;

Ceticismo: fundada por Pirro, caracterizava-se, essencialmente, pelo negativismo e defendia que a felicidade consiste em não julgar coisa alguma.

Fonte do Texto: História Mais
Edição Total: História Espetacular

Para Aprender: 

Filme: Alexandre
Game: Alexander Total War



A Rota da Seda


A Rota da Seda, elo de ligação entre o Ocidente e o Oriente na antiguidade, cultivou uma civilização antiga e deixou um acervo de tesouros multicolores e invenções cheios da sabedoria de nossos ancestrais. Deixou ainda muitos mistérios à espera de exploração e descoberta.

Exportação da seda ao Ocidente e a origem da Rota da Seda

A comunidade acadêmica mantem muitas divergências sobre o período da exportação da seda ao Ocidente. Meng Fanren, pesquisador do Instituto da Arqueologia da Acadêmia de Ciências Sociais da China, considera que a exportação da seda ao Ocidente pode ser dividida em dois períodos tendo a dinastia Han (de 206 a.C a 220 d.C) como a linha de demarcação. 

No período precedente da dinastia Han, a seda foi levada ao Ocidente através das vias populares, por exemplo através das mãos das minorias étnicas, principalmete as etnias nômades que habitavam as periférias da China antiga, porque estes povos “cavalheiros” atuavam nas vastas áreas e mantinham como intermédio, os contactos com outras nações além do oeste chinês. No entanto, a exportação da seda no próprio sentido iniciou-se só na dinastia Han, porque só a partir deste período, existiam claros origem da oferta, lugares destinatários e rotas do tráfico, e o negócio era vultoso, planejado, até organizado.


Segundo algumas documentações do Ocidente da época, a seda, além de ser bonita e agradável, protegia a saúde e tinha função contra bichinhos, chuva e trovoada, até à seda foram dadas várias funções mágicas, de maneira que os bruxos embrulhavam os amuletos com pano de seda. Nestas circunstâncias, as regiões desde a Ásia Central até ao Império Romano tinham grande demanda da seda e nesta “onda de procura”, o Império Romano foi o maior importador.



Mas, quando os romanos conheceram a seda? De acordo com documentações históricas ocidentais, no ano de 53 antes de Cristo, um do triunvirado do Império Romano Angito, Marcos Licínio Crasso, dirigiu suas tropas para travar uma batalha contra a Pártia e foi bloqueado pelo adversário. No momento crucial, soldados da Pártia estenderam sua bandeira bordada de seda. Esta, brilhando e agitando-se ao sol do meio dia, causou um pânico por entre os soldados romanos, que foram derrotados destrosamente. Historiadores ocidentais consideram que esse foi o primeiro contacto dos romanos com a seda. Até ao século IV, a procura de seda se penetrava para todas as camadas sociais do Império Romano, desde a classe da nobreza até o povo comum.


Início, desenvolvimento e fim da Rota da Seda


Para conhecer a questão, é necessário conhecer em primeiro lugar a situação das comunições na Ásia Central nos tempos remotos. Em geral, a Ásia Central abrange cinco país tais como o Cazaquistão, a Quirguízia, o Tadjiquistão, o Uzbequistão e a Turcomênia. A região liga o continente euro-asiático e serve como via de comunicação entre o Oriente e o Ocidente. Mas, antes da dinastia Han, as regiões Oeste da China estavam muito fechachas pelos vastos desertos de Gobi e altas cordilheiras, que dificultavam a comunicação entre a Ásia Central e as planícies centrais da China. 


Nos anos de 139 e 119 a.C, o imperador da dinastia Han do Oeste, Wudi, mandou duas vezes, seu emissário Zhang Qian às regiões Oeste em missão de abrir o caminho para o Oeste e unir as forças de vários reinos na região para combater os hunos no norte. Voltado das regiões Oeste, Zhang Qian comunicou detalhadamente a situação das localidades por onde ele tinha passado ao imperador e este tomou a decisão de unificar todas as regiões Oeste. Um caminho foi aberto assim atendendo às necessidades militares e políticas. Ele ligava-se à Ásia Central unindo-se em uma linha de comunicação euro-asiática a que veio a ser chamada de Rota da Seda.




A Rota da Seda percorreu um processo de desenvolvimento desde a sua abertura. A dinastia Han foi o período de abertura e desenvolvimento, mas, as agitações internas que se seguiram durante cerca de 400 anos, à que a separação do Império Romano e a decadência do Império da Pérsia que se associavam, estagnaram a Rota da Seda. Até à dinastia Tang, século 7, que administrava diretamente as regiões Oeste através de seus 16 comandos fronteiriços, a rede de comunicações e a administração da Rota da Seda foram aperfeiçoadas e a Rota atingiu seu apogeu. 


Mas, depois da rebelião de An Lushan e Shi Siming, dois generais da dinastia Tang, que aconteceu no ano de 755, durou 7 anos e marcou o início da decadência da mesma dinastia, a Rota da Seda começou a decair dia a dia. Desde o final da dinastia Tang e o início da dinastia de Cinco Períodos, uma outra rota da seda, isto é, a Rota da Seda Marítima, veio a substituir a antiga Rota da Seda e até o início da dinastia Song, por volta do século 10, a Rota da Seda terrestre quase chegou a seu fim. Na dinastia Yuan, fundada por Kublai Khan, a Rota da Seda terrestre ia reavivar-se, mas já encoberta de “brilhos do sol ao entardecer”, acabou com sua missão histórica juntamente com a extinção da dinastia Yuan. 


A Rota da Seda ligava em si as principais civilizações e os principais países da época, por exemplo, na antiguidade, ela ligava quatro importantes impérios tais como o império da dinastia Han chinês, o Império da Pártia, o Império dos Kushana e o Império Romano; na Idade Média, ligava a dinastia Tang, a Pérsia, o Império Romano Oriental e a dinastia sasaniana, inclusive até o mundo árabe; e em outra categoria, ligava a civilização chinesa e as civilizações da região da Ásia Central, do Irã, das bacias de Eufrade e Tigris, da Ásia Menor (Anatolia), da Grécia e da civilização romana, e através destas últimas, ligava o norte da África, o Egito.Foi uma estrada concreta e real que contribuiu para o intercâmbio mercantil, que tinha a seda apenas como uma das principais mercadorias, e a divulgação das espécies.


Turcos na Rota da Seda

No entanto, o seu papel que merece uma atenção todo especial reside ainda na sua contribuição, como uma via intangível, para o intercâmbio cultural, político, religioso e científico, por isso, a estrada foi chamada também de “rota de emissários”. Através desta via, realizavam-se as migrações dos povos nômades, exemplo disso, foi a migração ao Oeste dos hunos, dos Wusun, dos Rouzhi, dos mongois e dos Sai; realizavam-se as mesclas étnicas e culturais. Também através desta via, várias religiões se introduziram, exemplo disso foram o budismo, o zoroastrismo, o maniqueismo, o nestorianismo e o islamismo.




Um fenômeno que queira chamar a atenção é que a Rota da Seda se estendia do norte da China até as estepes europeias, uma vasta região habitada principalmente pelos grupos étnicos nômades na antiguidade, e os intercâmbios realizados ao longo da via entre as nações nômades e os povos agrícolas possibilitavam drásticas transformações a ambas as partes, exercendo importantes influências para todos os setores socio-econômicos incluindo a urbanização, os meios de defesa e o desenvolvimento das etnias nômades.


Muitos exploradores percorreram a Rota da Seda como Marco polo que se encontrou com o neto do grande Genghis Khan que dominava a rota da seda na época. Neste sentido, a Rota da Seda não foi apenas uma via de comunicações nem uma questão relacionada apenas com o comércio de seda, mas sim mostrava um panorama da história e da sociedade daqueles tempos e uma miniatura das civilizações antigas dos mesmos tempos, ou melhor dizendo, as diversas civilizações da época deixaram aqui seus vestígios. 


Fonte do Texto:  China ABC

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A Batalha dos Campos Cataláunicos


A eterna cidade de Roma sofreu um ataque feroz dos godos em 410 d.C., mas continuava sendo a capital oficial do Império Romano. Durante a década de 440, um novo inimigo surgiu para desafiar o que sobrara do império. Esse rival era Átila (406-453), líder dos hunos, povo da Ásia Central que havia derrotado todas as tribos desde sua terra natal até a Europa. Átila planejava reduzir o Império Romano. Desencorajado pelos fortes muros que circundavam Constantinopla, ele se voltou em direção à Gália (atual França) em 451 d.C.


Toda a Europa romana tremia quando o nome de Átila era mencionado. A selvageria de seus guerreiros era lendária. Alguns historiadores chegaram a dizer que os americanos do século XX não temiam as bombas de hidrogênio mais do que os europeus do século V temiam Átila. Átila e sua horda de guerreiros – estima-se que fossem de cem a trezentos mil – atravessaram o rio Reno e começaram a saquear muitas das cidades do leste da Gália.

Império de Átila, O Huno

Dois líderes surgiram para combater os hunos. Flavius Aetius (396? – 454), capitão dos soldados romanos, fez uma aliança temporária com Teodorico, rei da tribo visigótica. Embora os visigodos tivessem saqueado Roma em 410 d.C., eles representavam um obstáculo menos temível que os hunos.

O exército formado por romanos e visigodos encontrou os hunos em Chalons, cerca de 28 quilômetros ao norte de Troyes, na França de hoje. Não se conhece o tamanho do exército aliado, mas era provavelmente maior que o dos hunos. Átila abriu a batalha, mandando seus melhores homens diretamente contra a parte central da linha inimiga. Os hunos destroçaram o centro e depois se voltaram para a asa direita dos rivais, que era formada pelos visigodos. Átila estava perto da vitória, mas a asa esquerda do exército misto, composta por soldados romanos, manteve-se firme. Quando a cavalaria gótica lançou um contra-ataque, uma feroz batalha corpo a corpo se seguiu, com soldados de ambos os lados sendo impedidos de receber ordens de seus superiores.


Nessa confusão desesperada, os romanos e visigodos se saíram muito melhor que os hunos, e Átila acabou sendo forçado a ordenar uma retirada. Teodorico foi morto durante o combate e Aetius não aproveitou sua vitória, deixando Átila livre para ameaçar a Europa novamente no ano seguinte. Embora a batalha de Chalons não tenha representado uma vitória completa para os romanos e os visigodos, ela permitiu que a civilização romana perdurasse na Europa, muito além da Passagem de Átila e de seus violentos exércitos.

Depois da Batalha:

A derrota fez com que os hunos mudassem os planos e invadissem a Itália em 452, aproveitando a fragilidade do semimorto Império Romano. Há o mito de que Átila só não saqueou Roma por causa de um pedido do papa Leão I. O mais provável, porém, é que a falta de suprimentos e as epidemias da região tenham incentivado a retirada dos hunos. Um ano depois, Átila morreria.

Fonte do Texto: A História 
Edição Total:  História Espetacular

Para Entender:

Filme: Átila, O Huno
Documentário: Batalhas Decisivas