Exportação da seda ao Ocidente e a origem da Rota da Seda
A comunidade acadêmica mantem muitas divergências sobre o período da exportação da seda ao Ocidente. Meng Fanren, pesquisador do Instituto da Arqueologia da Acadêmia de Ciências Sociais da China, considera que a exportação da seda ao Ocidente pode ser dividida em dois períodos tendo a dinastia Han (de 206 a.C a 220 d.C) como a linha de demarcação.

Segundo algumas documentações do Ocidente da época, a seda, além de ser bonita e agradável, protegia a saúde e tinha função contra bichinhos, chuva e trovoada, até à seda foram dadas várias funções mágicas, de maneira que os bruxos embrulhavam os amuletos com pano de seda. Nestas circunstâncias, as regiões desde a Ásia Central até ao Império Romano tinham grande demanda da seda e nesta “onda de procura”, o Império Romano foi o maior importador.
Início, desenvolvimento e fim da Rota da Seda
Para conhecer a questão, é necessário conhecer em primeiro lugar a situação das comunições na Ásia Central nos tempos remotos. Em geral, a Ásia Central abrange cinco país tais como o Cazaquistão, a Quirguízia, o Tadjiquistão, o Uzbequistão e a Turcomênia. A região liga o continente euro-asiático e serve como via de comunicação entre o Oriente e o Ocidente. Mas, antes da dinastia Han, as regiões Oeste da China estavam muito fechachas pelos vastos desertos de Gobi e altas cordilheiras, que dificultavam a comunicação entre a Ásia Central e as planícies centrais da China.
Nos anos de 139 e 119 a.C, o imperador da dinastia Han do Oeste, Wudi, mandou duas vezes, seu emissário Zhang Qian às regiões Oeste em missão de abrir o caminho para o Oeste e unir as forças de vários reinos na região para combater os hunos no norte. Voltado das regiões Oeste, Zhang Qian comunicou detalhadamente a situação das localidades por onde ele tinha passado ao imperador e este tomou a decisão de unificar todas as regiões Oeste. Um caminho foi aberto assim atendendo às necessidades militares e políticas. Ele ligava-se à Ásia Central unindo-se em uma linha de comunicação euro-asiática a que veio a ser chamada de Rota da Seda.
A Rota da Seda percorreu um processo de desenvolvimento desde a sua abertura. A dinastia Han foi o período de abertura e desenvolvimento, mas, as agitações internas que se seguiram durante cerca de 400 anos, à que a separação do Império Romano e a decadência do Império da Pérsia que se associavam, estagnaram a Rota da Seda. Até à dinastia Tang, século 7, que administrava diretamente as regiões Oeste através de seus 16 comandos fronteiriços, a rede de comunicações e a administração da Rota da Seda foram aperfeiçoadas e a Rota atingiu seu apogeu.
Mas, depois da rebelião de An Lushan e Shi Siming, dois generais da dinastia Tang, que aconteceu no ano de 755, durou 7 anos e marcou o início da decadência da mesma dinastia, a Rota da Seda começou a decair dia a dia. Desde o final da dinastia Tang e o início da dinastia de Cinco Períodos, uma outra rota da seda, isto é, a Rota da Seda Marítima, veio a substituir a antiga Rota da Seda e até o início da dinastia Song, por volta do século 10, a Rota da Seda terrestre quase chegou a seu fim. Na dinastia Yuan, fundada por Kublai Khan, a Rota da Seda terrestre ia reavivar-se, mas já encoberta de “brilhos do sol ao entardecer”, acabou com sua missão histórica juntamente com a extinção da dinastia Yuan.

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Turcos na Rota da Seda |
Um fenômeno que queira chamar a atenção é que a Rota da Seda se estendia do norte da China até as estepes europeias, uma vasta região habitada principalmente pelos grupos étnicos nômades na antiguidade, e os intercâmbios realizados ao longo da via entre as nações nômades e os povos agrícolas possibilitavam drásticas transformações a ambas as partes, exercendo importantes influências para todos os setores socio-econômicos incluindo a urbanização, os meios de defesa e o desenvolvimento das etnias nômades.

Fonte do Texto: China ABC
Edição Total: História Espetacular
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