O Barão Vermelho


Manfred von Richthofen (1888-1918). Maior mito da aviação militar alemã e de caça mundial, entrou para o serviço aéreo em setembro de 1916. Aprendeu a pilotar no esquadrão (Jagdstaffel) de Oswald Boelcke. Era um guerreiro meticuloso, que primeiro procurava reconhecer a aeronave inimiga, em especial às britânicas, antes de partir para a luta e desferir o ataque mortal. Era chamado “o matador” e idolatrado com o título de “Barão Vermelho”. Em janeiro de 1917, passou a comandar o famoso esquadrão “Flying Circus”, cujas aeronaves eram exageradamente pintadas. Fidalgo com os amigos, e até com os adversários, era igualmente conhecido como “O Cavaleiro Teutônico da Era Moderna” e “Nobre Inimigo de Coragem e Destreza”. 

Morreu abatido por um inexperiente piloto canadense e pelo fogo da artilharia australiana, atrás das linhas britânicas, em 21 de abril de 1918, quando voava seu inconfundível Fokker triplano vermelho e pouco depois de ter obtido a 80ª vitória. Seu sepultamento foi uma das maiores cerimônias póstumas ocorridas naquela guerra, com honras militares. 

A Biografia:

Nascido em Breslau, Silésia, no então Império alemão (atual Wrocław, Polônia), Richthofen mudou-se com sua família para Schweidnitz (atual Swidnica, Polônia), quando tinha nove anos de idade. Em sua juventude, Richthofenapreciava caçar a cavalo e equitação e foi estudar na Inglaterra no Lincoln College, Oxford. Depois disso ingressou na escola militar. Após terminar o treinamento de cadete, juntou-se ao Regimento nº 1 de Uhlan como membro da cavalaria em 1911.

Quando estourou a Primeira Guerra Mundial, era um oficial da cavalaria e foi chamado ao dever nas frentes ocidental e oriental, servindo de escolta para o exército alemão. Perto de maio de 1915, entediado com essa função,Richthofen pediu para ser transferido para a Força Aérea. Transformou-se inicialmente num observador aéreo.



Inspirado pela oportunidade de conhecer o grande piloto de combate Oswald Boelcke, Manfred decidiu tornar-se ele próprio um piloto. Mais tarde, Boelcke selecionou Richthofen para juntar-se ao grupo de elite Jagdstaffel(“grupo de caça”), JASTA 2. Von Richthofen ganhou seu primeiro combate aéreo sobre Cambrai, França, no ano de 1916.Manfred, como muitos de seus companheiros pilotos, era muito supersticioso. Ele nunca saia em missão sem ser beijado por alguém querido. Isto tornou-se rapidamente um hábito difundido entre todos os pilotos de combate.


Depois de sua 18ª vitória, von Richthofen recebeu o Pour le Mérite, a honraria militar mais elevada da Alemanha na época. Antes disso, em 23 de novembro de 1916, ele derrubou o ás da aviação britânico Lanoe Hawker, chamado às vezes de “o Boelcke Britânico”. Isto aconteceu quando Richthofen ainda voava num Albatros D.II. Entretanto, após esta batalha, foi convencido de que necessitava de um avião com maior manobrabilidade, embora isto implicasse uma perda de velocidade. Infelizmente para ele, o Albatros foi o avião padrão da Força Aérea Alemã até o fim de 1917, e o barão voou nos Albatros modelos D.III e depois num D.V..Em setembro daquele ano Richthofen estava pilotando um Fokker Dr. I, o avião triplano ao qual ficou mais associado e que foi projetado por Anthony Fokker. Entretanto, das 80 vitórias em combates aéreos, apenas 20 ocorreram quando o Barão utilizava o triplano. 


O Legado do Barão Vermelho:

Após sua morte o seu corpo foi velado pelo exercito aliado mesmo sendo alemão ele recebeu todas as honras militares por sua grande atuação em combate e um exemplo a ser seguido. O notável é que Richthofen, obediente aos códigos da cavalaria, procurou preservar o tempo todo em meio a barbárie crescente dos combates em terra, o céu como uma espécie de liça especial.

O azul dos amplos espaços era um lugar que ele pretendia manter afastado das impurezas da guerra de trincheiras, no qual as regras cavalheirescas ainda deviam ser seguidas à risca. 

Ele não admitia, por exemplo, depois de o inimigo ter sido atingido, persegui-lo até matá-lo. Despojando-o do avião em chamas, neutralizado o inimigo, jamais atirava no piloto que saltasse de pára-quedas ou que, depois em terra, estivesse tentado escapar-lhe. Não foi, pois, sem razão que ele mantinha o posto de Rittmeister, isto é, capitão de cavalaria, visto que no imaginário dele a velha arena medieval ainda não sucumbira ao amoralismo e à total ausência à princípios éticos da moderna guerra total.


Com essas qualidades, o mito do Barão Vermelho sobreviveu a morte, virando tema de livros, desenhos animados e filmes. Seu carisma, excepcional capacidade de liderança e pontaria aliada a um respeito profundo aos seus inimigos fizeram que Manfred Von Richthofen tornar-se um caso único onde um combatente é respeitado e admirado por seus próprios adversários. Sua morte ainda hoje gera controvérsias sobre quem o atingiu e em que circunstâncias ela ocorreu. Considerado ás dos ases, o Barão Vermelho é referência nas forças aéreas de todo o mundo. E assim o mito vai permanecendo no imaginário popular, graças ao cinema, a literatura e a música, afinal uma das bandas de rock mais famosas do país leva o seu nome.

Fonte do Texto: Bit Voador
Edição Total: História Espetacular

19 comentários:

GNOSE LIBERTA disse...

Uma verdadeira lenda, tendo seu nome jogado no lixo por seus descendentes, ou melhor sua descendente Suzane, aqui no Brasil poucos conhecem a história do Barão, ficando seu nome infelizmente associado a essa tragédia fomentada pela ganância.

Anônimo disse...

Oxi, tem só uma Maria no mundo? Existem muitos com o meu sobre nome e não são meus parentes, acredito que esse sobre-nome na Alemanhã deve ser comum até.

Anônimo disse...

Segundo as últimas pesquisas ele cometeu um erro,saindo só em patrulha e foi abatido por uma metralhadora em solo,por um australiano,americano ou inglês.

Bruno disse...

Ao anônimo espertão aí de cima, a assassina Suzane von Richthofen é sim bisneta do Barão Vermelho. Sua família, de origem alemã, era orgulhosa do fato.

Dig disse...

Nobreza na guerra...nos combates... e hoje práticamente 100 anos depois o ser humano praticamente não possui nenhum resquício de tamanha generosidade mesmo que mínima para com o seu semelhante.

Anônimo disse...

Infelizmente, MAria, nesse caso ela é mesmo descendente direta do aviador...

Anônimo disse...

Bem, na Segunda Guerra, um às Britânico chamado Douglas Bader, foi abatido e capturado pelos alemães. Douglas Bader já tinha perdido ambas as pernas em um acidente anterior e ao ser abatido suas próteses danificaram. Um às Alemão com mais de 150 vitórias chamado Adolf Galand, achou que aquela condição não era digna de um piloto e através da cruz vermelha solicitou aos britânicos uma nova prótese para Douglas. A prótese seria jogada de paraquedas na base alemã, e com a garantia de Galand que o Avião não seria atacado. A RAF (Real Força Aérea Britânica) enviou as próteses e aproveitou para Bombardear a base onde estava Douglas Bader. Sob a liderança de Adolf Galand, os Caças Alemães -BF-109- assistiram a entrega da prótese e ao bombardeio inesperado sem atacar o avião britânico.

* Douglas Bader jantava com Adolf Galand e até chegou a sentar no cockpit de BF-109 Alemão.

Anônimo disse...

Tenho grande admiração por ele, realmente ele foi um homem de raro caráter e grande coragem.

clauman disse...

Ela pode ser descendente do aviador,mas nao eh Suzane "Von" Richthofen ...
E sim Suzane Richthofen..
Pois em alemao, Von e o mesmo que Conde, oque siguinifica que ele era de uma familia rica na epoca, assim como todos os outros alemaes que eram chamados de Von..
bom, nao eh muito dificil achar alguem do no Brasil descendente de Militares da segunda e primeira guerra, Meu bisavô,serviu na italia,depois veio pro Brasil, os avos dos meus padrinhos de batismo, um foi oficial capitao da aeronautica,e outro serviu na marinha (ambos para alemanha nazista) inclusive, o Henz Becker (piloto) esteve na ultima batalha alema, em berlim, onde ouve varias controversas..sobre a morte do "Fuher", depois disso ambos "fugiram pra argentina"

Bom,Brasil e Argentina estao cheios de descendentes tanto alemaes como italianos,e tants outros.. ;)

Edu Explica disse...

Clauman, "von" nao é conde e sim uma preposiçao, ou seja "Manfred von Richthofen", traduzido literalmente ao português seria "Manfred de Richthofen".

evelin disse...

sera que ele mesmo distante tem a decedencia de suzana von richthofen

evelin disse...

pois ele trabalhava para ritlher e acho que vem uma piscose ou nao

Anônimo disse...

evelin, ele não trabalhava para hittler.
Meu deus o que agente tem que ler na internet.
:(

magno aquino disse...

Como ele poderia trabalhar para Hitler? Como? Alguém explique a matemática dessa criatura! Há uma "coisinha sem importância alguma para a História" chamada cronologia, mas seria pedir muito, seria sim..

Anônimo disse...

kkkk Porra Evelin! Hitler apenas subiu ao poder após a Primeira Grande Guerra, e o Barão Vermelho foi abatido ainda em 1918 (ultimo ano da I Guerra Mundial). E mais! por mais que Hitler já estivesse no poder, se ele (Barão Vermelho) Tivesse se portado da mesma maneira honrosa com que combateu, continuaria merecendo a mesma admiração e respeito.

Emerson de sousa lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Tbm sou piloto e sei como e ser brilhante,aos olhos das pessoas que nos admira,como a nossa familia e amigos ,mas esse barão vermelho era o cara da época.

Anônimo disse...

Grande homem...grande caráter...mas conseguir enxergar predicados em alguém que,ou em qualquer beligerância, é o que nos faz esse animal tão controverso.Essa imagem também tem o menino da favela do seu ídolo traficante...................................................

Jesse Tavares disse...

Ela nao disse que ele trabalhava pra hittler, e sim pra ritlher, deve ser outra pessoa.. Kkk

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